quinta-feira, 24 de junho de 2010

PARTIDO FRELIMO - MENSAGEM POR OCASIÃO DAS COMEMORAÇÕES DO 35º ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

MENSAGEM DO PARTIDO POR OCASIÃO DAS COMEMORAÇÕES DO 35º ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

Celebramos hoje o 35º Aniversário da Independência Nacional 9 dias após a homenagem aos Mártires de Mueda por ocasião da comemoração dos 50 anos do Massacre de Mueda.

A celebração do 35º Aniversário da Independência Nacional, é um momento de festa, de reflexão, de exaltação da nossa história, de celebração das nossas conquistas, momento de consolidação do espírito de unidade nacional, da cultura de paz e do espírito de auto estima.

A FRELIMO saúda o Presidente Armando Emílio Guebuza, símbolo da unidade nacional, pela sua sábia direcção orientada para a defesa, valorização e consolidação dos princípios, valores e ideais da gesta do 25 de Junho de 1975 através da sua clarividente e visionária liderança em prol da:
- Defesa da nossa Independência e da nossa soberania;
- Consolidação da Unidade Nacional e da paz;
- Luta contra a pobreza e a promoção da cultura de trabalho, do espírito de auto estima e de auto confiança;
- Promoção do desenvolvimento equilibrado, económico, social do país;
-Consolidação do Estado de Direito Democrático e de Justiça Social e
- Edificação de uma sociedade de justiça social e a criação do bem-estar material, espiritual e de qualidade de vida dos cidadãos;

Ao celebrarmos o 35º aniversário da Independência Nacional homenageamos os moçambicanos da Geração do 25 de Setembro que elevaram a luta secular de resistência anti colonial a uma fase qualitativamente superior e uniram o povo moçambicano em torno de
um objectivo comum libertar a terra e os homens. É esta geração heróica que com firmeza e determinação enfrentou e venceu o colonialismo conquistando a Independência Nacional.
Com a conquista e proclamação da independência nacional, conquistamos a liberdade, soberania dignidade e identidade.
Nestas celebrações, homenageamos ainda os moçambicanos da Geração 8 de Março que contando com o saber, experiência e a direcção da Geração do 25 de Setembro assumiu os desafios decorrentes da criação do Estado Moçambicano defendendo a nossa independência, soberania e integridade territorial, garantindo o funcionamento pleno do Estado em todas as frentes.
A celebração do 35º aniversário da Independência Nacional, foi historicamente marcado pelo percurso da chama da unidade que percorreu todos os Distritos do nosso país do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico.
A marcha da chama da unidade foi um momento de festa, de consolidação do espírito de Unidade Nacional, da cultura de paz e do espírito de auto-estima, factores fundamentais para o sucesso na luta contra a pobreza.

Ao longo dos 35 anos da nossa independência logramos atingir várias conquistas:
- Consolidamos a Unidade Nacional
- Resgatamos a paz
- Alargamos o acesso dos cidadãos à saúde, a água potável, à educação, à energia, à telefonia, móvel e fixa.
- Construímos importantes infra-estruturas económicas e sociais, como estradas, linhas férias e pontes com destaque para a ponte Armando Emílio Guebuza.
- Revertemos a propriedade da Hidroeléctrica de Cahora Bassa a favor do Estado Moçambicano.
Neste momento de festa e de celebração do 35º Aniversário da Independência Nacional a FRELIMO exorta a todos os moçambicanos a participar massiva e activamente na luta contra a pobreza e pelo desenvolvimento sustentável do nosso país, rumo ao bem de todos os moçambicanos.

Unidos na Luta Contra a Pobreza
FRELIMO A FORÇA DA MUDANÇA
Maputo, 25 de Junho de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Daviz Simango, o "Clone" de Dhlakama ??

O Presidente do MDM, Daviz Simango, com o pretexto infundado de imprimir uma nova dinâmica no partido, acaba de dissolver a Comissão Política do MDM.

Ivete Fernandes, Geraldo Carvalho, José Domingos, Albano Carrige, Alcinda da Conceição, Elias Impuire, José Lobo Rodrigues, Eduardo da Silva Eloi, Abdul Satar e Agostinho Ussore foram estranhamente exonerados por Deviz Simango. O Objectivo desta medida menos democrática de Daviz Simango é de afastar algumas figuras incómodas como Eduardo da Silva Eloi, José Lobo Rodrigues e Geraldo Carvalho, substituindo-os pelos ambiciosos Bernabé Ncomo e Ismael Mussá, segundo fontes noticiosas Moçambicanas.

Será que temos um Dhlakama em miniatura a nascer num novo contexto político Moçambicano ?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Lista do Novo Governo - LIST OF NEW GOVERNMENT OF MOZAMBIQUE 2010-2014

LIST OF NEW GOVERNMENT


The full list of ministers, deputy ministers and provincial governors, announced on Saturday by Mozambican President Armando Guebuza, is as follows:


Council of Ministers

President of the Republic – Armando Emilio Guebuza
Prime Minister – Aires Bonifacio Ali
Minister of the Interior – Jose Condungua Pacheco
Minister of Finance – Manuel Chang
Minister of Planning and Development – Aiuba Cuereneia
Minister of Foreign Affairs and Cooperation – Oldemiro Julio Baloi
Minister of Defence – Filipe Jacinto Nyussi
Minister for Coordination of Environmental Action – Alcinda Abreu
Minister of Agriculture – Soares Nhaca
Minister of Health – Paulo Ivo Garrido
Minister of Industry and Trade – Antonio Fernando
Minister of Science and Technology – Venancio Massingue
Minister of Labour – Maria Helena Taipo
Minister of Transport and Communications – Paulo Zucula
Minister of Public Works and Housing – Cadmiel Muthemba
Minister of the Public Service – Vitoria Diogo
Minister of Tourism – Fernando Sumbana Junior
Minister of State Administration – Carmelita Namashalua
Minister of Mineral Resources – Esperanca Bias
Minister of Energy – Salvador Namburete
Minister of Veterans’ Affairs – Mateus Oscar Kida
Minister of Education – Zeferino Martins
Minister of Culture – Armando Artur Joao
Minister of Fisheries – Victor Manuel Borges
Minister of Women’s Affairs and Social Welfare – Iolanda Cintura
Minister of Youth and Sport – Pedrito Caetano
Minister for the President’s Office – Antonio Fernandes Sumbana
Ministers in the Presidency:
For Social Matters – Feliciano Gundana
For Parliamentary, Municipal and Provincial Assembly Affairs – Adeleaide Amurane



Deputy Ministers:

Interior – Jose Mandra
Finance – Pedro Couto
Planning and Development – Maria Jose Lucas
Foreign Affairs and Cooperation - Henrique Banze - Eduardo Koloma
Defence – Agostinho Monjane
Coordination of Environmental Action – Ana Paula Chichava
Public Works and Housing – Carvalho Muaria
Mineral Resources – Abdul Razak Noormahomed
State Administration – Jose Tsambe
Tourism – Rosario Mualeia
Energy – Jaime Himede
Industry and Trade – Kenneth Marizane
Agriculture – Antonio Raul Limbau
Public Service – Abdurremane Lino de Almeida
Justice – Alberto Nkutumula
Education – Arlindo Chilundo - Augusto Jone Luis - Leda Florinda Hugo
Fisheries – Gabriel Muthisse
Women’s Affairs and Social Welfare – Virgilio Mateus
Veterans’ Affairs – Marcelino Liphola
Youth and Sport – Carlos Castro de Sousa


Provincial Governors:


Niassa – David Marizane
Cabo Delgado – Eliseu Machava
Nampula – Felismino Tocole
Zambezia – Francisco Itai Meque
Tete – Alberto Vaquina
Manica – Ana Comoana
Sofala – Mauricio Vieira
Inhambane – Agostinho Trinta
Gaza – Raimundo Diomba
Maputo – Maria Elias Jonas
Maputo City – Lucilia Nota Hama

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Como Prescindirmos da Ajuda Externa a Médio Prazo?

O Blog Ideias Subversivas lança grandes questões ligadas ao desenvolvimento, que aqui transcrevemos:

Discutíamos "Errand Boys - Cooperação Sim, Chantagem não!!" e Elísio Macamo sugeriu-nos uma outra perspectiva de análise da questão da ajuda externa: o que estamos a fazer para prescindirmos Desta ajuda a médio prazo?

É uma abordagem interessante. De facto, passamos muito tempo a discutir o "descalabro" do Estado caso a ajuda seja cortada, e dispensamos pouco tempo para pensar o que cada um de nós está a fazer para pôr fim a dependência da boa vontade dos estrangeiros em ajudar-nos e/ou da possibilidade de o saco deles "encher-se" com os erros que o Governo possa cometer no processo governativo, muitas vezes empolados pelos nossos próprios compatriotas para exactamente "exigirem" o corte da ajuda externa.

De facto, "temos que mostrar que esta dependência nos incomoda com acções concretas destinadas a acabar com ela." Este é um must. Agir.

Basílio Muhate, como eu, nunca tinha olhado para esse lado da moeda que o Elísio nos sugere, ao mesmo tempo que acha que para sairmos da dependência é: "produza, consuma e exporte Moçambicano."

Qual é o nosso indicador da eficácia da ajuda externa? A Erva pergunta qual é o indicador de que a ajuda é eficaz? Para ela é justamente a redução da dependência da ajuda.

A questão do que se está ou se vai fazer colocada por muitos comentadores na discussão a que me referia parece que retornou no questionamento que Egídio Vaz faz em comentário ao texto sobre a pobreza urbana publicado no blog do Presidente da República aqui.

Egídio Vaz destaca duas ideias principais que, quanto a ele, enformam a ideia principal de AEG no referido texto:

No mesmo texto, ainda segundo E. Vaz "está também implícita a ideia de que para o sucesso dessa luta contra a pobreza, é preciso que TODOS e cada um de nós preste a sua contribuição."

Portanto, é preciso agir. Se todos, enquanto cidadãos temos algo a fazer para acabar com a dependência externa, com a pobreza urbana e todas as manifestações da pobreza, há acções que, a outro nível devem ser tomadas por quem governa. Em poucos dias saberemos quem, em cada sector, coadjuvará o Presidente nos esforços para a erradicação da pobreza. Em pouco tempo poderemos obter respostas aos questionamentos do Egídio lá "no AEG" nos termos dos quais "resta saber do Sr Presidente, o que fará com o seu governo? Da mesma forma que explanou sobre as oportunidades que podem ser exploradas pelo povo, esperava também ouvir as principais linhas de acção do Governo e Estado no combate a essa pobreza urbana. O Sr Presidente mencionou por exemplo a falta de infraestruturas de água, saneamento e higiene. Como pensa abordar esse facto na sua governação?"

Temos que agir. Trabalhar, contarmos mais connosco e deixar de ver o "fora" como solução para todos os nossos problemas. Temos que inovar e aceitar correr riscos para termos mais e melhor. Moçambique pode dar certo pelas acções de todos e de cada um. Não acham?


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Eleições 2009: Como um Povo organiza a sua vitória à volta de um Partido

Comunicação do Camarada Armando Emílio Guebuza, Presidente e Candidato Presidencial da FRELIMO, por ocasião do anúncio dos Resultados das eleições Presidenciais, Parlamentares e para as Assembleias Provinciais

Maputo, 28 de Dezembro de 2009

Moçambicanas,
Moçambicanos,
Compatriotas;
Caros camaradas.

O Povo Moçambicano, este povo muito especial para nós, ganhou as eleições de 28 de Outubro. Parabéns Povo Moçambicano por esta estrondosa, retumbante e convincente vitória! A vitória da FRELIMO e do seu Candidato é a vitória do Povo Moçambicano, a maior riqueza desta Pátria de Heróis!

Caros compatriotas!
Desde as primeiras notícias sobre os resultados da contagem nas mesas de votação, veiculadas pela comunicação social, a FRELIMO e o seu Candidato despontaram na liderança e, mais tarde, também nos círculos eleitorais. Hoje, o Conselho Constitucional acaba de validar e de proclamar os resultados finais, declarando a FRELIMO e o seu Candidato como os vencedores do escrutínio do dia 28 de Outubro.
Com estes resultados o maravilhoso Povo Moçambicano demonstrou como se constrói uma vitória à volta do Candidato certo e do Partido firme. Como ficou expresso nos números hoje divulgados, esta vitória não foi construída somente com os votos dos membros da nossa gloriosa e sempre vitoriosa FRELIMO. O número de eleitores que aceitaram o nosso Manifesto Eleitoral ultrapassa, de longe, o número de Moçambicanos que militam nesta quase cinquentenária FRELIMO. Consideramos assim que a vitória do nosso Partido e do seu Candidato é uma demonstração clarividente de que a nossa visão de Moçambique coincide com a visão da maioria do nosso maravilhoso Povo. Por isso, minhas senhoras e meus senhores, caros camaradas, repetimos, esta é a vitória do Povo Moçambicano, do Rovuma ao Maputo e do Indico ao Zumbo.

Neste momento de grande emoção e festa, queremos saudar às nossas irmãs e irmãos que, colocando-se como núcleos difusores da nossa mensagem, souberam transformar a nossa campanha eleitoral em campanha de todos os moçambicanos. Na verdade, o nosso Povo identificou-se com a nossa mensagem de disponibilidade para continuarmos a liderá-lo na luta contra a pobreza. Dessa mensagem, o nosso Povo se apropriou e assumiu-se como seu principal disseminador:
 Usou todos os recursos à sua disposição;
 Enfrentou a fome, a sede, o frio, o calor abrasador e a chuva;
 Concebeu formas inovativas de mobilização, incluindo as lareiras e as novas tecnologias de informação e comunicação;
 Criou obras de arte inéditas, com destaque para peças de teatro, humor, canções, poesia e pintura;
 Organizou e participou em eventos culturais e desportivos e em sessões de angariação de fundos;
 Usou o material de campanha da nossa FRELIMO para, com criatividade, esmero e requinte, confeccionar túnicas, camisas, calças, chapéus, gravatas, vestidos e outras peças de vestuário;
 Com recurso aos nossos cartazes e outros materiais de campanha, o nosso Povo embelezou as suas residências, carroças de tracção animal, bicicletas, motorizadas, viaturas e muitos outros tipos de meios de transporte.

Como o camponês que se entrega de corpo e alma para assegurar maior produtividade da sua machamba, o nosso Povo recorreu a estes diferentes sistemas de transmissão da nossa mensagem para garantir-se, a si próprio, uma vitória esmagadora, retumbante, convincente e à altura da grandeza desta quase cinquentenária FRELIMO. Por isso, a vitória que hoje celebramos tem neste Povo muito especial, o Povo Moçambicano, o seu principal obreiro. Esta é a vitória de um Povo que quer andar para a frente, um povo que sabe que pode e que está a vencer a pobreza.

Compatriotas,
Uma vez mais nós moçambicanos demo-nos, a nós próprios, e brindamos o mundo, com lições de civismo, de respeito pela lei e pelas instituições e de compromisso com a paz e com a democracia multipartidária:
 Afluímos aos locais de votação e esperamos, pacientemente, pela nossa vez de votar; e
 Num ambiente de serenidade esperamos pela divulgação, validação e proclamação dos resultados pelos órgãos eleitorais;

Deixamos inscrita uma saudação aos órgãos eleitorais pelo profissionalismo demonstrado ao longo deste processo. Guiando-se pela Lei, eles deram uma valiosa contribuição ao aprofundamento do Estado de Direito Democrático na nossa Pátria Amada tendo-se também empenhado por garantir eleições livres, justas e transparentes.
As Forças de Defesa e Segurança merecem as nossas reiteradas felicitações por terem cumprido com a sua missão de garantir que todo o processo eleitoral decorresse livre de quaisquer actos de intimidação, vandalismo ou violência. Com sucesso, garantiram igualmente, a protecção dos agentes e do material eleitoral bem como dos locais onde iriam decorrer todos os actos e processos eleitorais.
Saudamos os órgãos de comunicação social pelo seu papel na divulgação dos preparativos para o processo eleitoral, o seu decurso e os resultados a partir das mesas até aos que foram hoje validados e proclamados pela Comissão Nacional de Eleições. Com a sua acção contribuíram para a manutenção do clima de paz, de ordem e de segurança públicas.

Saudamos os partidos e coligações de partidos bem como os Candidatos Presidenciais pela sua valiosa contribuição para a contínua cristalização do firmamento multipartidário moçambicano.
Saudamos as organizações da sociedade civil pela promoção da paz e de um ambiente de tranquilidade durante este período de espera dos resultados finais, como o tinham feito durante a campanha eleitoral. Saudamos igualmente os observadores, nacionais e estrangeiros, pelas suas diversas e valiosas contribuições em apoio ao processo eleitoral.

Compatriotas,
Caros Camaradas.
A nossa mensagem eleitoral assentava no nosso compromisso de dar prosseguimento à liderança do nosso heróico Povo, na sua luta para se libertar do flagelo da pobreza. Como sublinhamos ao longo da nossa campanha eleitoral, esta luta irá desenvolver-se a três níveis fundamentais.

O primeiro nível é aquele que tem a ver com o que cada um de nós pode fazer para a contínua melhoria do seu próprio bem-estar, sem ficar à espera de factores externos nem mesmo do Estado. Neste contexto, nós aconselhamos e encorajamos cada compatriota nosso a continuar a encarar o seu talento, as suas mãos hábeis e os recursos à sua volta como um capital importante para aceder a uma vida melhor.
 Quantos mais moçambicanos podem construir a sua própria habitação, usando tijolo queimado, até com a ajuda dos seus vizinhos e amigos, no quadro da solidariedade de moçambicano para moçambicano?
 Quantos mais moçambicanos podem construir a sua própria cisterna ou adquirir a sua própria motorizada na base da venda dos seus excedentes agrícolas ou da sua criação, seja de bovinos, de caprinos, suínos ou de aves?
 Quantos mais jovens graduados, vivendo no campo ou na cidade, podem ver a sua própria formação como um recurso que lhes confere amplas possibilidades de conceber vias de melhorar a sua vida, na base do empreendedorismo e do auto-emprego?
O segundo nível é aquele que resulta da capacidade do moçambicano de identificar e explorar as oportunidades que derivam dos programas de desenvolvimentos concebidos pelo Governo, nalguns casos em parceria com outros sectores. Estes são os casos:
 dos investimentos públicos e privados em infra-estruturas sociais e económicas;
 da descentralização;
 dos 7 milhões; e
 da Revolução Verde.

Em todos estes programas podem ser identificadas e exploradas oportunidades para o moçambicano aumentar a sua produção e produtividade, gerar renda e produzir riqueza e até empregar outros moçambicanos.

O terceiro nível é aquele que resulta, em grande medida, das acções específicas do nosso Governo no quadro desta luta contra a pobreza. Assim, a FRELIMO e eu próprio vamos cumprir com as nossas promessas eleitorais. Neste sentido:
 Vamos, em primeiro lugar, continuar a consolidar a Unidade Nacional, a Paz e a Democracia, factores essenciais para o nosso desenvolvimento;
 Em segundo lugar, vamos assegurar a continuidade das acções de luta contra a pobreza:
o Realizando e promovendo a realização de mais investimentos em infra-estruturas económicas e sociais;
o Alocando os 7 milhões; e
o Promovendo a Revolução Verde;

Ainda neste contexto e no quadro da promoção da cultura de trabalho, vamos encorajar mais jovens da Geração da Viragem a descobrirem no conhecimento que adquiriram nos bancos das escolas e das universidades um recurso gerador de riqueza e de criação do seu bem-estar, um recurso que muito bem complementa o que lhes pode vir de terceiros. Vamos igualmente continuar a incentivar o combate à prática de mão estendida e a promover a auto-estima dos moçambicanos;
 Em terceiro lugar, vamos dar continuidade à boa governação e à cultura de prestação de contas, consolidando e ampliando a experiência da Presidência Aberta e Inclusiva e assegurando um crescente, e cada vez mais dinâmico, envolvimento do nosso Povo no processo de tomada de decisões, através da descentralização e dos Conselhos Consultivos e de outras organizações da sociedade civil;
 Em quarto lugar, vamos prosseguir com as acções para o reforço da nossa soberania;
 Em quinto lugar, vamos continuar a reforçar a cooperação internacional, reforçando as parcerias existentes e buscando mais amigos.

Esta é a agenda de todos nós moçambicanos, independentemente da nossa filiação partidária. Nenhum moçambicano deve esperar que sejam terceiros a implementá-la, em seu nome, pois, é nós que cabe a exaltante tarefa de construção da nossa Pátria Amada. Por isso, validados e proclamados que foram os resultados eleitorais, queremos convidar a todos os nossos compatriotas, dirigentes e membros de outras formações políticas, a se juntarem ao projecto escolhido pelo nosso maravilhoso Povo, um projecto que tem em vista construir um Moçambique mais próspero, unido, sempre em paz e com crescente prestígio internacional.
Nós próprios proclamamos que seremos o Presidente de todos os moçambicanos e o governo que vamos brevemente constituir irá respeitar e fazer respeitar o Estado de Direito Democrático e de justiça social, baseado no pluralismo de expressão, no respeito e garantia dos direitos e liberdades fundamentais de todos os cidadãos, independentemente de qualquer circunstância que os diferencie.

Compatriotas,
Continuemos a festejar esta estrondosa, esmagadora, retumbante e convincente vitória do nosso maravilhoso Povo com todos os moçambicanos. Celebremos esta nova conquista de Moçambique num ambiente de paz e tranquilidade, de festa e de harmonia social.
 Povo Moçambicano unido do Rovuma ao Maputo Hoye!
 Paz em Moçambique Hoye!
 Moçambique Hoye!

Muito obrigado maravilhoso Povo Moçambicano pela confiança.

A Europa e os seus demónios

Por: Tomás Vieira Mário


O Papa Bento XVI foi alvo de um ataque frustrado, perpetrado na véspera do Natal, no Vaticano. O facto ocorreu no dia 24 de Dezembro corrente, quando uma mulher saltou a barreira de protecção e tentou atacar o Sumo Ponitifice, quando este se dirigia para iniciar a celebração da Missa do Galo, no Vaticano.Segundo o reverendo Ciro Benedettini, porta-voz do Vaticano, o Papa caiu por instantes mas foi imediatamente auxiliado a levantar-se em seguida, tendo prosseguido com o programa como previsto.

Dez dias antes, no dia 13, Massimo Tartaglia, de 42 anos e sem antecedentes criminais, lançou um objecto metálico - uma miniatura da "Duomo" de Milão, um dos monumentos mais conhecidos da cidade italiana – contra o Prmeiro-Ministro italiano, Silvio Berlusconi, quando este saudava os seus acólitos e estava prestes a entrar no carro oficial para deixar a praça onde tinha acabado de orientar um comicio.
Assim,num espaço de 10 dias, ocorriam na Italia agressões graves contra duas figuras que representam a mais alta hierarquia das respectivas institutições – o governo italiano, por um lado, e a Igreja Católica Romana, por outro.

E o que têm de comum estas agressões ? Têm de comum a “explicação” da sua motivação: a imprensa, de forma imediata, tratou de “explicar” que, quer num, quer no outro caso, os perpetradores destes ataques eram ...doentes mentais ou, pelo menos, com historicos psiquiatricos. Por outras palavras: que outro tipo de perfis ou motivações pode ter um cidadão europeu, que agrida, em plena luz do dia, e no meio de tanta multidão, tão ilustres figuras?

Esta “explicação” simples e imediata do fenómeno de agressões físicas, a dirigentes europeus, por cidadão europeus, tem chamado a minha atenção, sobretudo por constituir uma “saída” “limpa” e rápida, eficaz no sentido de tranquilizar “psico” das respectivas sociedades, sempre impreparadas para aceitar que engendrem, eles também, os seus próprios demónios, os quais exprimem, com estes actos, o seu inconformismo com o status quo – seja ele qual for.
Declará-los, de uma vez, “doentes mentais” parece ser a mais eficiente das anestesias colectivas....

Num dos países mais pacíficos do Mundo, e diga-se de passagem, dos melhores amigos de sempre de Moçambique a Suécia – ocorreram, nos últimos 20 anos, dois assassinatos hediondos que abalaram o mundo.
No dia 28 de Fevereiro de 1986, o Primeiro-Ministro Sueco, o carismático Olof Palme, era mortalmente atingido por balas de arma de fogo, quando regressava do cinema, a pé, na companhia da esposa, Lisbet Palme, cerca das 10h20 Tempo Universal. O casal nunca tinha andado com guarda-costas em nenhuma ocasiao.
O caso continua sem desfecho final, estando envolto em inúmeras teorias sobre quem perpetrou o assassinato. Um individuo de nome Christer Petterssson, foi condenado como autor do crime em 1988, depois de identificado como tal pela viúva de Palme. Contudo, num recurso do Tribunal de Recurso, Petterson foi ilibado, depois de ter sido considerado consumidor “abusado de substancias”.

Passados 17 anos, o crime regressaria sobre a liderança politica sueca, desta vez com o bárbaro assassinato, `a golpes de faca, da Ministra dos Negócios Estrangeiros, Ylva Ana Maria Lindh, ocorrido no dia 11 de Setembro de 2003.
Um homem foi detido nos dias seguintes, mas sendo liberto pouco depois, depois uma série de artigos nos jornais desqualificando o seu histórico psico-social. Pouco depois, um outro individuo de pais Sérvios, Mijailo Mijailovic, foi condenado como o autor do crime, depois de o ter confessado em tribunal, em Janeiro de 2004. Contudo, em Julho do mesmo ano, um tribunal de recurso anulou a sentença sobre Mijailovic, com o fundamento de que ele sofria de... perturbações mentais, na altura do cometimento do crime.

Inconformados, os procuradores da republica intentaram novo recurso ao Tribunal Supremo Sueco, o qual, em Dezembro de 2004, voltou a condenar Mijailovic a prisão perpétua...Não faltou quem dissesse: “pois claro, para todos os efeitos, este não era um verdadeiro europeu: era um eslavo...”

Tomás Vieira Mario