domingo, 8 de março de 2009

Não acreditamos no MDM - É um projecto falhado

Não estamos contra o multipartidarismo, mas temos imensas dúvidas que gente proveniente da Renamo possa trazer ao de cima alguma força política nova para servir de alternativa para o País.

Não acreditamos que um grupo de pseudo-intelectuais que mal conhecem o Moçambique real possa assumir alguma coisa em Moçambique.

Não acreditamos que gente muito ambiciosa, que apenas está a espera de terminar o mandato na Assembleia da República para mudar-se para o MDM, possa ter algum crédito junto ao eleitorado, pois são indivíduos que só procuram o PÃO (infelizmente porque são "intelectuais")

Não acreditamos que haja seriedade quando em menos de 1 ano após a sua tomada de posse como Presidente de um município, um candidato já pense em ser Presidente da República. Então porque é que se candidatou para gerir a Beira ?

Não acreditamos que UM PARTIDO DE INTELECTUAIS FRUSTRADOS constitua a melhor alternativa para à FRELIMO.

Não acreditamos que o MDM conquiste algum voto, caso concorra as eleições, fora do círculo da cidade da Beira e parte daqui da provincia de Sofala.

Um Partido criado às pressas, por emoção eleitoralista e momentânea, dificilmente chega ao poder.

Não acreditamos no MDM.

Acreditamos que o MDM É MAIS UM PARTIDO MOÇAMBICANO, constituído por força de algum grupo de frustrados, tal como foi com o PDD e outros que foram surgindo. A única diferença é que Daviz Simango foi manipulado e caiu na emoção eleitoralista de 19 de Novembro.

Xana e Derson


PS: Estavamos esta noite a tentar perceber o Sr. ISMAEL MUSSA num debate na TVM, e chegamos a conclusão que HÁ COM CADA CARA DE PAU NESTE PAÍS. É preciso ter vergonha na cara para dizer algumas coisas e tomar certas atitudes publicamente.

Daviz Simango, se quer levar a cabo este projecto falhado à partida, devia tomar muito CUIDADO COM OS INTELECTUAIS, muito cuidado com OS MAIORES SANGUESSUGAS DO PAÍS.

terça-feira, 3 de março de 2009

Discurso do Camarada Presidente Samora Machel na Beira (1975)

Vao tentar nascer ak em Moçambique capitalistas pretos - a chamada
burgesia nacional, aqueles que tem vocaçao capitalista, agora com
chegada da independência, estão a deitar a barba agora, nã é ?
(aplausos) Ganância de fazer resuscitar o colegio Luis De Camões.
Agora que foi... Que faliu o dono, vou ser eu. Como sou preto vão
tolerar explorando outros pretos, hem? (Aplausos). É que no sistema
capitalista o medico kuando estuda é p explorar. O medico,o medico ñ
ker fazer outra coisa k se ñ fazer votos p k haja + doentes. Havendo +
doentes,terá mto dinheiro.ouviram? Ouviram? Ouviram? Agora o
conhecimento é um instrumento explorador n sistema capitalista.
O conhecimento d individuo- estudou um pouquinho ou licenciou
se.bem,tem o seu diplomazito,pronto,esta pronto,esta autorizado a
explorar,faz lá...segui as...seguiu lá...letras.É o Senhor
Doutor,chegou ak Sr Dr,Sr Dr,Sr Dr...Doutor d explorar,ouviram?
Ouviram? Ouviram? Nao é Dr p ensinar o povo.Dr aonde tambem,com um
conhecimento bastante reduzido,pequinito,fraco.debil,que necessita d
outros,do apoio dos outros.Ele ñ produz,senao uma repitiçao dakilo k
foi inculeado pelo capitalismo. É uma repitiçao.ñ cria absolutamente
nada.porke esta isolado d povo,esta isolado da pratica.
A primeira ganância,primeira ganância,criar colegios.kem vai a esses
colegios? Kem là vai? Quem lá vai? A escola deixa d ser a base p o
povo tomar o poder.É ou ñ é? (é),passa a ser um instrumento d
exploraçao.É ou ñ é? (é).Nao keremos em Moçambique,ñ keremos isso em
Moçambique. Nao ha lugar p exploradores ak.Preto ou branco ñ pode
explorar o povo.O dever d cada um d nós é dar tudo ao povo.Sermos
ultimos kuando se trata d beneficios.primeiro kuando se trata d
sacrificio.Isso é k é servir o povo,ouviram camaradas? Ouviram?
Algums ja estao a organizar p compra d 10 tractores. Ja exploram a
zona onde irao produzir.Nao é assim? Nao ha produçao individual em
Moçambique.Produçao colectiva,para colectivamente matarmos a
fome,matarmos a miseria no nosso país.Ouviram? Ouviram? Ouviram? Porke
estes individualistas sao ao mesmo tempo instrumentos do
imperialismo,ñ sao eles? Onde vao encontrar o dinheiro? Voces todos
sao pobres ak. pobres todos ak. Dak a três anos nós vamos ver algums a
levantar edificios d 15 andares. Onde arranjou o dinheiro? Hem? Nao,é
vocês aí! Voces aí,e nós tambem ak. Estou a dizer a vocês e nós tb. Se
eu levantar um predio,façam favor d me perguntar. Ouviram?
Perguntar,entao camarada Samora.aonde arranjou o dinheiro? Três anos?
(Risos,aplausos). Três anos d indepedência! Camarada Samora,entao onde
esta o povo agora? O povo tb ja tem mtos predios? Estao a ouvir?
Estao!
Temos d combater contra os exploradores do povo,e se pudermos likidar
ainda no estado embrionario,matar o pintainho no ovo,hem?
(Dificuldades d traduçao provocam comentarios e risos na audiência.
Viva a Frelimo!
A luta continua!
Indepedência ou morte (Venceremos)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

SOBRE QUARENTA ANOS DEPOIS DE UM CRIME - Por Sergio Vieira

Carta a Muitos Amigos

Por Sérgio Vieira

Passaram-se quarenta anos desde o dia em que uma bomba, preparada na Beira pelo sinistro inspector da PIDE, Casimiro Monteiro, assassinou Eduardo Chivambo Mondlane, Presidente da Frelimo. Muito do que descrevo já o Presidente Chissano declarou na Assembleia da República, pareceu-me pois útil, no meu exercício de memória, pôr os pontos nos is , para ajudar o fim da especulação com boa ou má fé. A essência dos dados, incluindo a origem da bomba, na época, a INTERPOL a pedido do governo tanzaniano investigou e difundiu.

Casimiro Monteiro, de origem goesa, preparou na Beira um livro com uma bomba armadilhada, numa obra do marxista Plekhanov. Ignora-se quem o instruiu para tal. No Malawi, no consulado português em Blantyre, dirigido por Jaime Pombeiro de Sousa, um associado de Jorge Jardim, Orlando Cristina entregou um pacote a um sacerdote belga, o Padre Pollet, que missionara muitos anos em Sofala e aí travara amizade com o Padre Mateus Pinho Gwenjere. Orlando Cristina pediu ao Padre Pollet, que ia para Songea, que levasse o embrulho para essa fronteira e aí buscasse alguém da FRELIMO, para que o remetesse a Silvério Nhungu ou a Urias Timóteo Simango em Dar-es-Salam. Assim fez o sacerdote e, encontrando na fronteira Samuel Rodrigues Dhlakama, que já conhecia, solicitou-lhe que entregasse o volume a Simango ou Nhangu.
De nenhum modo se pode afirmar que o Padre Pollet, com quem ainda falei depois do assassinato de Mondlane, conhecesse o conteúdo e o objectivo do embrulho. Ele mencionou-me que Cristina lhe entregara e o remetera a Samuel Rodrigues Dhlakama, que encontrara por acaso. Igualmente nunca se encontraram quaisquer dados sobre o envolvimento do Cônsul Jaime Pombeiro de Sousa, que dirigia o Consulado em Blantyre. O Padre Pollet disse-me que, após os eventos, as circunstâncias lhe criaram suspeição, encontro no consulado português e entrega do embrulho por Cristina, conhecido como agente português. Ele, como missionário, na região de Sena, necessitava de estar em contacto com as autoridades e sempre que ia a Blantyre, cumprimentava o cônsul ou outro representante do consulado. Se revoltado pela sua instrumentalização, se pela idade ou saúde, o Padre Pollet retirou-se de Moçambique.

Chegado a Dar-es-Salaam, Samuel Rodrigues Dhlakama telefonou a Nhungu, que lhe marcou um encontro num quarto de hotel (não me recordo do nome), que ficava junto à representação do MPLA em Dar-es-Salaam. Dhlakama entregou o embrulho a Nhangu, que estava acompanhado por Simango. Num dos dias seguintes, quando o Presidente Mondlane estava a sair do escritório, dirigindo-se para Oyster Bay, para casa de Betty King, onde trabalhava muitas vezes na ausência dela e do marido, o escritor Willy Sunderland, Nhungu voltou-se para uma camarada, a Rosária,que estava afectada à nossa representação na capital tanzaniana e disse: Corre para o carro do Presidente e entrega-lhe este embrulho. Esqueci-me de lhe dar. Tratava-se de um volume, com a forma de um livro, embrulhado sob a forma de um livro, com selos soviéticos e tanzanianos, e endereçado ao Presidente. Ao abrir o pacote a armadilha funcionou, matando Mondlane instantaneamente, a bomba dilacerou-lhe o tórax.

Dlakama quando transportou o embrulho, este estava dirigido a Nhungu e não se assemelhava a um objecto chegado via correio, segundo declarou a uma comissão de inquérito. A Rosária, segundo também declarou à mesma comissão, lembra-se que recebeu um pacote, com a aprência de vindo através dos correios, com selos e carimbos, endereçado a Mondlane. Pessoalmente, Samuel Dlakama e Rosária, além de outras pessoas, confirmaram este factos e a comissão de inquérito, que eu dirigi, constatou, por unanimidade, não haver qualquer indício que apontasse para o facto de eles não haverem agido de boa fé ou conhecessem o conteúdo do pacote antes do evento fatal, embora houvessem transmitido, depois dos eventos, suspeitas sobre o conteúdo. A Comissão considerou-os livres de qualquer suspeita e inocentes.

Simango e alguns dos seus colaboradores reconheceram os factos, embora Simango declarasse ao CC, em Abril de 1969, que ignorava o conteúdo do embrulho entregue a Silvério Nhungu, na sua presença no hotel.
Lázaro afirmou, a amigos e correligionários em Mtwara, a 1 de Fevereiro de 1969, que havia recebido um telefonema de Simango, nas vésperas do assassinato de Mondlane, para estarem atentos e fazerem uma festa quando recebessem boas notícias.

Fizeram a festa a 3 de Fevereiro depois de receberem um telefonema de Dar-es-Salaam! Quando procurado pela polícia tanzaniana, Lázaro atravessou a fronteira e entregou-se às forças armadas coloniais com alguns dos seus colegas, iniciando então uma actividade colaboracionista com o inimigo, indicando a este onde bombardear aldeias, escolas, hospitais e fazendo apelos à deserção através da rádio e gravações difundidas por altifalantes nos aviões.

O assassinato de Mondlane pelos colonialistas não se tratou de um caso único, infelizmente. Os assassinatos de Mondlane e Amílcar Cabral, respectivamente em 1969 e 1973, o ataque à República da Guiné em 1970, ocorreram durante o consulado de Marcello Caetano. Dificilmente se pode aceitar que o Presidente do Conselho de Ministros ignorasse estas acções e não as houvesse caucionado antes, ou depois.

Espero que os factos, que se podem verificar, ajudem a separar o trigo do joio e contribuam para pôr termo aos mitos de heroicidade de traidores e de satanismo de inocentes.
Um abraço a todos que prezam os ensinamentos de Mondlane.

P.S.: Lamento, depois de celebrarmos a memória do grande lutador Martin Luther King Jr., o plagiador local do sonho abandone o seu ponto de referência e revista-se do manto de Obama de Moçambique.
Como escreveu Engels, quando a História se repete, fá-lo como caricatura.
Precisa Moçambique, a democracia Nacional e a FRELIMO dum verdadeiro número um à cabeça da oposição, um histrião não serve. Consta que o edil da Beira se prepara para organizar um verdadeiro partido que agregue as forças sãs da oposição, que merece melhor.
A expulsão que vitimou o edil não conta. Coragem engenheiro e como César atravessando o Rubicão, saiba galgar o Chiveve.
Um abraço à seriedade e ao patriotismo, SV

DOMINGO - 08.02.2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

AS ÚLTIMAS DA POLÍTICA MOÇAMBICANA

Temos estado em encontros formais e informais debatendo e discutindo, trocando opiniões e tentando perceber as reacções dos Partidos da oposição de Moçambique em torno dos resultados das eleições autárquicas e tem sido um exercício meio caricato porque notamos no meio várias peripécias algumas das quais vamos nos referir brevemente adiante:

HÁ UM BARACK OBAMA MOÇAMBICANO ?

Já há quem se auto-intitula Barack Obama Moçambicano. Nas conversas quando comentamos este assunto muitos riem-se do auto-intitulado, muitos preferem não comentar bobagens de gente pouco lúcida, outros ainda dizem que só um louco é que pode auto-intitular-se Barack Obama de Moçambique, sendo velho, sem formação académica superior e sem nada de extraordinário.
Há quem diga que o Sr. Afonso Dhlakama deve pensar que os Moçambicanos não vêm televisão. Marcamos a expressão de uma mulher de meia idade, residente em Nampula que, quando perguntamos o que achava do auto-intitulado Barack Obama Moçambicano usou a seguinte expressão: ESSE CARA TA TRELÉLÉ DOS MIOLOS ...

LIDERES POLÍTICOS MOÇAMBICANOS DEVEM PASSAR POR EXAMES PSIQUIATRICOS ?

Esta foi outra peripécia política com a qual nos deparamos e abertamente discutimos na Beira, num dos cafés próximos à praça do município, onde alguns olhavam para nós com ar suspeito porque estavamos a falar bem da FRELIMO e a rirmo-nos de outros Partidos por causa da falta de exames psiquicos que, convenhamos, seriam úteis para muitos líderes.
Um deles na mesa ao lado gritou: - aqui esses psicopatas da Rena já não mandam. Rimo-nos.
Um dos semanários publicou recentemente as afirmações de um líder de um Partido que não fixamos o nome, onde dizia o mesmo.

2ª VOLTA EM NACALA

Tentamos localizar um dos nossos amigos, o Camarada Bernardo lá em Nacala-Porto para saber o ponto de situação das eleições, tentamos muito num dia em que precisavamos de saber se podiamos enviar algum material de campanha, mas falar para Nacala tem sido dificil ultimamente e acabamos desistindo, enviando apenas uma mensagem sms.
Na sua resposta disse: obrigado pelo apoio Xana, mande vir o material. Estamos ocupados a preparar e a organizar a vitória da FRELIMO e do Candidato Chale.
Ficamos a saber no mesmo dia que o Barack Obama vai empossar Presidentes-Sombra dos 43 Municípios e que a Chefe da Bancada, Maria Moreno (Candidata derrotada no Municipio de Cuamba) e o Deputado Eduardo Namburete (Candidato derrotado na cidade de Maputo) recusam-se a tomar posse como Presidentes-Sombra. Um desafio ao Dhlakama Obama.

Xana e Rui

domingo, 4 de janeiro de 2009

VITÓRIA DA FRELIMO EM 2009 JÁ SE PREPARA

Boas entradas ao Ano de 2009.

2009 é o ano em que a FRELIMO mais uma vez, após a vitória esmagadora nas eleições autárquicas de Novembro último, continua a evidar esforços no sentido de averbar mais uma vitória nas Eleições Presidenciais e Legislativas de 2009. O Candidato da FRELIMO às Eleições Presidenciais de 2009, Armando Emílio Guebuza, goza de um incondicional apoio dos órgãos, militantes e simpatizantes da FRELIMO em todo o território nacional, o que assegura que já leva uma larga vantagem sobre os seus eventuais adversários.

Em 2008 temos a destacar algumas figuras com as quais simpatizamos pela sua forma de fazer política, pela contribuição dada ao Partido FRELIMO e à Nação Moçambicana e pela colaboração para a existência deste Blog.
Presidente Armando Guebuza, Luísa Diogo (PM), Ivo Garrido (Min. da Saúde), Edson Macuácua (Secretario do CC), Raimundo Pachinuapa (ACLLN), Generosa Cossa (OMM), Basílio Muhate (OJM), Hermenegildo Infante (1º Secretário Maputo Cidade), Célula Avante (Nampula), Aguebas (Nampula), Chakil Aboobacar (Sofala), Sergio Paunde, Eugenio Chimbutane, Edmundo Galiza Matos Jr. (Radio Índico), dentre outros camaradas que não pudemos aqui citar, vão as nossas calorosas saudações e desejos de sucessos no ano que se aproxima.

Xana Santos
Sofala

domingo, 14 de dezembro de 2008

Congresso na RENAMO?!

Congresso na RENAMO?!

Diz o ditado que a vingança se serve a frio. É bem verdade! Passados tantos anos, Djamanta, como acarinhadamente é tratado o Líder das perdizes, colheu o que semeou. E quem pense que assim não é, pensa mal!

A derrota histórica da RENAMO que custou a demarcação dos seus apoiantes apelidados de Dr.s da RENAMO, clamando por uma Sessão de Congresso, é a produção que este partido e seu líder cultivaram. Espanta-me, por isso, que os Dr.s venham hoje e só hoje demarcarem-se do líder e exigir Congresso. Que Congresso? Há Congresso na RENAMO?

Pese embora considere que estes dias precedentes ao anúncio oficial da vitória estrondosa da FRELIMO, ganhador em toda a linha, sem qualquer contestação, por 43 a 0, tragam consigo alucinações legítimas ao Djaka e seus comandados, ao ponto destes demarcarem-se do líder, não deixa de ser curioso essa tardia demarcação e exigência dos Dr.s, pois, se quisessem ter tido alguma hipótese de organizar este Partido, há muito teriam que ter vindo à Praça Pública defender as suas ideias e mostrarem perfis ganhadores, e nunca ficarem a sombra de um Líder cuja maneira de ser é ela própria o símbolo da vil derrota.

Porquê digo isso? Porque houve oportunidade para tal, nomeadamente nas semanas após a determinação das famosas “bases” da RENAMO em afastar Deviz Mbepo Simango. Nessa altura, em vez de aparecerem, observei de forma reticente um Silêncio ensurdecedor que me fez caminhar no mesmo diapasão de algumas vozes que, em surdina, acreditam alguns membros da RENA estarem comprometidos com agendas pessoais à semelhança do que se diz em relação ao seu Líder que pode ser Quadro Sénior, não da RENAMO, mas sim da poderosa máquina FRELIMO.

A ser verdade que os Dr.s querem mesmo um Congresso, importa questionar o seguinte:
 A quem os Dr.s exigem o Congresso? Aos mesmos que ao longo desse tempo, por motivos vários descabidos, não conseguiram nem sequer fazer uma Conferência Nacional ordinária?
 Será esta a altura de, ainda, se exigir Congresso aos que nunca responderam?
 Visto que a RENAMO está destruída e qualquer um que lá estiver levará tempo a unir o que os desuniu nesses anos de pseudo - politicas, impasse doutrinário, de credibilidade eleitoral e de inércia promovida pela Direcção desse Partido que acompanha o seu isolamento político em relação às transformações em curso no estado moçambicano, convém também questionar qual será a Agenda do Congresso (?).

Para mim, leigo da política, não basta lamuriar, apontar o dedo da desgraça a uma só pessoa, aparecer numa do bíblico Messias e implorar que haja Congresso. É preciso primeiro dar a conhecer as principais linhas da sua estratégia contra o desaparecimento físico da RENAMO, admitindo-se, desde já, que ela possa vir a passar pelo aumento das medidas contra a ala “militar” da organização e mudança do actual Líder que, intitulando-se Pai da Democracia, não sabe nem exercer nem que ela não se abrevia apenas no voto popular.
Note-se que a democracia é caracterizada, no seio de um Partido, pela divisão de poderes: o Executivo (Direcção Central do Partido), o Moderador (presidente do Partido), o Legislativo (estatutos do Partido), e, há também um quarto poder; que é o uso dos meios de informação, e em nenhuma dessas áreas Djakama se movimenta.
Como nunca é tarde para nada, uma dica pode ser dada aos que querem mesmo o Congresso. Estes (Dr.s da RENAMO incluídos) não precisam exigir um Congresso ao Líder que contornará essa pretensão, devem sim “socorrer-se” dos os Estatutos da RENAMO que, como de qualquer outro Partido, deve preconizar a convocação do Congresso mercê de um mínimo de assinaturas dos membros ou Comités Provincias. Pelo menos na FRELIMO, partido sério, o Congresso pode ser convocado extraordinariamente mediante iniciativa do Comité Central ou de, pelo menos, um terço das Conferências Provinciais ou dois terços dos Comités Provinciais..
P.S:
1. Há muitos anos que acompanhamos constantemente saídas inglórias de Djakama e, à medida que os anos vão passando as minhas assimetrias com o guerreiro que granjeou notoriedade na guerra, lá na mítica base Banana, na Serra da Gorongosa, vão-se adensando. Contudo, não abdico de o ouvir quando aparece na Imprensa. Diga-se que foi deplorante ver e ouvir o perdedor Dhlakama na conferência de imprensa ao não assumir a derrota e não ter mostrado qualquer visão sábia para o futuro. Decididamente é um “homem fora do tempo”.
2. É estranho, muito estranho que os Seniores da Renamo não se tenham pronunciado ainda face a este descalabro. Alguém já ouviu Boavida falar? Alguém já escutou Rui de Sousa a propósito? Alguém já ouviu Muchanga e aqueles da RENAMO que, na plenária, ficam na 1ª fila?
3. Afinal, quem quer o Congresso na RENAMO? Juniores?!!

Miko Cassamo

domingo, 7 de dezembro de 2008

Cidade de Maputo: Infante empossado secretário da Frelimo

O PRIMEIRO-Secretário da Frelimo na cidade de Maputo, Hermenegildo Mateus Infante, foi, quinta-feira passada, empossado para o cargo, em cerimónia presidida pelo membro da Comissão Política da agremiação, Aiuba Cuereneia em que tomaram parte dirigentes e simpatizantes na capital do país.

Maputo, Sábado, 6 de Dezembro de 2008:: Notícias

O timoneiro do partido no poder em Maputo foi eleito em Outubro do ano corrente no decurso da III sessão extraordinária do Comité da Cidade, em substituição de António Simbine, falecido em Maio passado, vítima de doença.

Na altura, ele afirmou ao nosso diário que a sua eleição surgiu para dar seguimento ao programa aprovado pelo partido, cabendo-lhe imprimir uma maior dinâmica nas suas realizações e assegurar que a Frelimo corresponda às expectativas de todos os residentes da urbe.

Um dos grandes desafios de Hermenegildo Mateus Infante era assegurar que a Frelimo e o seu concorrente às terceiras eleições autárquicas vencessem convincentemente.

De acordo com dados definitivos do escrutínio, quinta-feira divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), o concorrente David Simango venceu com uma percentagem de 8578, contra o seu mais directo adversário da Renamo, António Eduardo Namburete, que apenas obteve 14,22 por cento.

Para a Assembleia Municipal, a Frelimo conseguiu 8378 por cento dos votos, enquanto a Renamo atingiu 11,9.

Refira-se que o novo primeiro-secretário do Comité da Cidade é militante da Frelimo desde 1974. Dentro do partido desempenhou várias funções. Foi alfabetizador; secretário distrital para a Organização, Administração e Finanças. Foi também director da Escola do Partido Frelimo, em Inhambane.

Ainda naquela província desempenhou as funções de secretário do Comité para a Organização, primeiro-secretário do partido no poder na antiga República Democrática da Alemanha e assumiu de 1991 até à data da sua eleição para as novas funções o cargo de chefe do Departamento de Mobilização e Propaganda do Comité Central.

Foi membro da Comissão Nacional de Eleições constituída após a assinatura do Acordo Geral de Paz.

noticia tirada aqui